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24 de Setembro de 2017
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    Startups transformando mundo dos negócios

    #DepartamentoasQuintas

    Gustavo Rocha, Consultor Jurídico
    Publicado por Gustavo Rocha
    há 10 dias

    Vamos iniciar com uma imagem extraída do portal do Ricardo Amorim e logo após comentários meus deste efeito que as startups tem criado no universo empresarial e quiçá jurídico.

    De lucro para propósito

    Parece bobagem, afinal, quem não gosta de dinheiro? Contudo, muito além do bordão Silvio Santos sobre o assunto (Quem quer dinheiro?), cada vez mais as empresas de startups e advogados recém formados – sejam autônomos ou empregados – tem a visão de que além do dinheiro, precisam ter algum propósito junto ao negócio para que ele valha a pena ser desenvolvido.

    Qual o seu propósito enquanto empresa? E enquanto departamento jurídico? Seu propósito é apagar incêndios? Resolver problemas? Ou você estimula os colaboradores a ver além das quatro paredes?

    Junto com uma remuneração justa, vem a visão de que o trabalho que é desenvolvido faz alguma diferença na sociedade, na vida, no mercado ou até na própria essência da pessoa.

    De hierarquia para redes

    Chefe? Líder? Ou deveríamos compreender que hoje estamos caminhando para a conectividade?

    Cada vez mais devemos parar de nos preocuparmos tanto com poder, cargos, hierarquia (embora seja necessário as funções e regras bem estabelecidas) e nos preocuparmos mais em como flui o trabalho dentro da empresa, dentro do departamento jurídico e suas conexões com o mercado, com terceirizados, com outras áreas da empresa, enfim, como estamos conectados enquanto departamento jurídico e também como colaborador e suas tarefas inerentes.

    De controle para empoderamento

    O sonho de todo gestor é controlar, certo? E ter tudo na mão, sabendo de como cada colaborador faz suas tarefas, tempo, etc. Para isto, temos controles sistêmicos, time sheet, gestão integrada de sistemas, dasboards, entre outros.

    Entretanto, apenas controle de nada serve se não empoderarmos as pessoas nas suas funções com RESPONSABILIDADE e RESPONSABILIZAÇÃO por seus atos.

    Empoderar não significa delegar e não ter controle, bem como não significa apenas dar poder a quem quer que seja. Poder é responsabilidade e ter responsabilidade significa que seus erros, atos falhos e subordinados poderão acarretar a responsabilização de seus atos por quem os lidera.

    Não vamos cair no engodo que empoderar significa deixar que a pessoa faça o que bem quer ou entende. Empoderar significa dar liberdade com responsabilidade e responsabilização pelos atos, pois liberdade combina com responsabilidade.

    De planejamento para experimentação

    Planejar é essencial, contudo, não sair do papel de nada serve. Importante planejar e executar, partir efetivamente para experimentação, pois apenas o planejamento frusta quem quer que as coisas andem e cresçam.

    Por isto, planeje, mas execute. Não deu certo? Planeje e execute de forma diferente. Porém, não deixe de planejar e executar, pois é através deste exercício que avançamos, seja na vida pessoal, seja na vida profissional.

    De privacidade para transparência

    Sabemos que na maioria das empresas e escritórios jurídicos a privacidade impera, seja em termos de valores, seja em termos de resultados.

    Aqui será um tabu a ser quebrado: Precisamos ser mais transparentes em tudo que fazemos.

    Entretanto, concordo com o outro lado que pensa que a privacidade em alguns assuntos é essencial. E principalmente por um motivo em especial: As pessoas não estão preparadas para viver com a transparência.

    Ao ser transparente, por exemplo, direi ao colaborador A que ele está menos preparado que o colaborador B e, portanto, o colaborador B ganhará mais. Daí temos regras que vão desde trabalhista até mesmo vaidade pessoal, bem como coitadismo que imperam nas empresas e faz com que o A se ache frustrado, injustiçado e por aí a fora, quando em fato, nesta situação hipotética, a transparência serviria para que A pudesse buscar maior qualificação e chegar no patamar de B. Não por outros motivos que não seja o seu próprio desenvolvimento.

    Mesmo assim, penso que o caminho da transparência é necessário para que as empresas possam cada vez mais estarem preparadas para o mercado, que mesmo com tantos problemas, corrupção e outros fatores, tem buscado nas regras de compliance com posterior integridade e clareza melhores soluções para suas relações internas e externas.

    Enfim,

    Concordando ou não com o acima exarado, fato é que estamos numa corrente de mudança cada vez maior e precisamos estar conectados a elas para não perder o bonde da história, não é mesmo?

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    Sou Gustavo Rocha

    CEO da Consultoria GustavoRocha.com – Gestão, Tecnologia e Marketing Estratégicos

    (51) 98163.3333 | gustavo@gustavorocha.com | http://www.gustavorocha.com

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